sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Liebe Unconditional

Ela era feliz, as vezes mais do que devia. Tinha o coração no lugar, mas a mente ficava um pouco distante do que se podia dizer, cérebro.

Possuía muitos amores, muito confuso, mas mesmo assim, era bom. Uma coisa que não sentia, era o ciúmes. Gostava do fato de ter vários pedaços do seu coração vagando por caminhos diferentes, pois tinha a certeza de que eles estariam bem guardados. Era um sentimento único, em que um só abraço não bastava. Era uma relação de almas. Mais que uma simples troca de sentimentos. É difícil explicar o inexplicável. Ela não se via mais longe deles. Cada um, com suas (grandes) qualidades e (algumas) complicações, por mais estranhas que fossem, tinham o mesmo amor, o mesmo carinho. Ela faria o que fosse preciso para não deixar que nenhum deles ficasse triste, sozinho ou com raiva. Era mais que uma obrigação cuidar deles (o mesmo caso da Wendy com os meninos perdidos, talvez), como se todos tivessem 5 anos, mas quando se via diante de 8 homens com no mínimo 10 centímetros a mais que ela, nada mais fazia sentido, tudo que ela queria era colo.

Com eles a física se tornava mais legal, o PhotoShop menos complicado, as motos menos pavorosas, os palavrões mais convidativos, a teologia mais interessante, o sexo menos constrangedor, o piano mais gracioso e a vida mansa mais acessível. Ela os amava com um amor incondicional, que nada, nada mesmo conseguia explicar e sempre se achava uma boba por tentar buscar uma resposta pra qual não tinha, mas que eles sabiam qual era.

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